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Descobre a ilhaBairro fundacional

Vegueta

Las Palmas de Gran Canaria nasceu aqui a 24 de junho de 1478, quando Juan Rejón montou o acampamento do Real de Las Palmas junto ao barranco Guiniguada. Vegueta guarda essa memória: ruas empedradas, casarões com varandas canárias, a Catedral de Santa Ana com a sua praça guardada por cães de ferro, a Casa de Colón e um mercado que vende desde 1858.

Vegueta
Foto: Gerda Arendt · CC BY-SA 4.0

Um acampamento que se fez cidade

A 24 de junho de 1478, o capitão Juan Rejón fundou o Real de Las Palmas, um acampamento militar na margem do barranco Guiniguada; a ilha foi incorporada na Coroa de Castela em 1483. Em 1492, a caminho do oeste, Colombo fez escala aqui para reparar o leme de uma das suas naus. O bairro que cresceu à volta daquele acampamento, com as suas ruas de paralelepípedos e as suas casas senhoriais, foi declarado Conjunto Histórico-Artístico em abril de 1973.

A praça e a catedral

A Plaza de Santa Ana foi desenhada desde o início como espaço cívico e administrativo, um modelo que mais tarde muitas cidades das Américas repetiram. Guardam-na oito cães de ferro fundido, os «perros de Santa Ana», instalados no final do século XIX, e rodeiam-na as Casas Consistoriales de 1856 (hoje posto de turismo e coleção de arte), o Palácio Episcopal e o Arquivo Histórico Provincial. A Catedral de Santa Ana começou a ser construída em 1497 e demorou séculos a ser concluída: gótica por dentro, neoclássica na fachada. Da sua torre sul tens uma das melhores vistas panorâmicas da cidade.

Casa de Colón, museus e mercado

A Casa de Colón ocupa a antiga Casa dos Governadores, no local exato da fundação; funciona como museu desde 1954 e conta a história das Canárias e da sua relação com a América, com uma secção dedicada às viagens de Colombo. A poucos passos, El Museo Canario (1879) guarda o maior acervo sobre os antigos canários; a Ermita de San Antonio Abad, o primeiro templo da cidade, é onde a tradição situa Colombo a rezar antes de partir, e o CAAM programa arte contemporânea. O Mercado de Vegueta, de 1858, ocupa o terreno onde já se vendia ao ar livre desde 1787 e é o mercado de frescos mais antigo das Canárias: queijos e vinhos das ilhas, e churros ao pequeno-almoço. As ruas pedonais entre Mendizábal e La Pelota encheram-se de restaurantes e esplanadas.

Quando ir

Vegueta percorre-se a pé numa manhã. O mercado funciona de manhã, de segunda a sábado, e a catedral, a Casa de Colón e os museus têm horários próprios, por isso consulta-os antes de ires. Ao cair da tarde, o bairro muda de ritmo: esplanadas, petiscos e vida nas praças.

Dicas

  • Sobe à torre sul da catedral para veres a cidade inteira de uma só vez.
  • Toma o pequeno-almoço no Mercado de Vegueta e pergunta pelos queijos da ilha.
  • Vegueta de manhã e Las Canteras à tarde: as duas cabem no mesmo dia.
  • Ao anoitecer, as ruas pedonais junto ao mercado são o sítio dos petiscos.

Perto daqui

  • Praia de Las Canteras
    Foto: Nicolas Vigier · CC0

    Praia urbana

    Praia de Las Canteras

    Las Palmas de Gran Canaria tem em Las Canteras uma praia com mais de três quilómetros em pleno centro, protegida por La Barra, um recife que transforma meia baía numa piscina natural. Percorre-se de ponta a ponta por um passeio pedonal que vai dos pescadores de La Puntilla às ondas de La Cícer e termina no Auditorio Alfredo Kraus.

  • Teror
    Foto: Gerda Arendt · CC BY-SA 4.0

    Vila da padroeira

    Teror

    A 543 metros, nas encostas do norte, Teror é o coração religioso de Gran Canaria: aqui ficam a Basílica de Nuestra Señora del Pino, padroeira da ilha, e a Calle Real de la Plaza, uma fileira de casarões com varandas canárias, as mais antigas em madeira de tea. Aos domingos, o centro histórico enche-se com uma feira com dois séculos: chouriço, morcela doce, queijos e pão.

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Fontes